COMO SURGIU?
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COMO SURGIU?

jul 03 admin  

Cresci nos anos 80 e 90 fascinado por super heróis, bonequinhos, desenhos e filme de ação. Já na escola reservava as últimas páginas dos cadernos para desenhar e roteirizar as próximas aventuras nas brincadeiras que faria quando chegasse em casa.

Como tive uma infância humilde, nunca consegui ter coleções de bonecos (hoje popularmente chamados de Action Figures), eu tinha vários personagens variados, um pouco de Comandos Em Ação, alguns personagens do He-Man, outros de Star Wars, Thundercats, Rambo e SOS Comandos.

A única forma de conseguir desenvolver brincadeiras mais divertidas era misturando esses bonecos na mesma história. Como possuíam tamanhos diferentes eu separava eles por tamanhos, os pequenos eram os mocinhos e os grandes eram os vilões que invadiam a Terra.

No término de cada brincadeira eu desenhava a história à caneta como se fosse uma HQ em um caderno, para no dia seguinte seguir do ponto que parou no dia anterior.

Foram anos de histórias, criação de personagens com personalidades completamente diferentes e tudo isso com certeza serviu de inspiração para a criação deste ambicioso projeto, inclusive o nome ESQUADRÃO FANTASMA foi criado naquela época, meados de 1989. O Esquadrão era uma inspiração em Esquadrão Classe A e Fantasma era por causa do visual dos Snowtroopers de Star Wars que eu chamava de fantasmas. (risos)

Décadas se passaram e essa história de uma invasão de seres desconhecidos ficaram na minha memória, muitas falas, cenas e personagens.

Tudo isso somado a experiência da vida adulta, as novas tendências do entretenimento, as novas formas de pensar e ver o mundo aperfeiçoaram aquelas brincadeiras de criança para um roteiro simples, ingênuo, mas com uma forte mensagem e analogia aos dias atuais.

A Pandemia ocasionada pelo Covid-19 foi um ponto de reflexão, o medo das pessoas, a incerteza e a falta de esperança foram combustíveis para colocar o cérebro pra funcionar e desabafar em forma de arte, mas, eu tinha um problema, eu não desenho tão bem ao ponto de lançar uma HQ profissional, e agora?

Poucos dias antes eu havia participado do programa Zona de Distorção onde tivemos a participação do quadrinista Flávio Luiz, que divulgou o seu trabalho e me encantou com o seus traços cartunescos e ao mesmo tempo heroicos.

Após o programa, alguns dias depois, fiz um orçamento com outro artista para ter uma noção de quanto precisaria ($) para tirar o meu projeto do papel. O orçamento foi um banho de água fria, não porque o serviço prestado não valia a pena, mas porque são cifras que um mero assalariado não dispõe. Ainda teria todos os custos de impressão e distribuição.

A sensação de nostalgia e a de vontade de retomar o sonho de infância foi mais forte. Decidi entrar em contato com o Flávio, que mesmo com outros trabalhos em andamento conseguiu reservar tempo para fazermos um teaser que evoluiu a produção da HQ.

Devido ao custo acima da minha capacidade, fatiei todo o projeto por etapas, criamos o visual dos personagens, uma capa heroica para fazer a publicidade e estamos correndo atrás de patrocinadores, investidores e influencers para ajudar na divulgação. Neste momento eu percebi como é difícil ser artista no Brasil, principalmente se você é roteirista ou desenhista.

A história vai começar pelo meio, algo como vimos em Star Wars que começa no episódio IV. Saberemos que tem uma guerra acontecendo, iremos viver essa batalha em tempo real, depois contaremos como tudo começou e a parte 3 será algo ainda maior!

Um breve prólogo resumirá o que aconteceu antes, como se fosse um “previously on…”

Atualmente já temos as 64 páginas arte finalizadas e estamos inserindo os textos.

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